sábado, 14 de setembro de 2013

Beiçudo

Escarafunchando uma papelada encontrei, numa pasta antiga cheia de lembranças, um envelope verde garrafa. Foi endereçado a mim, há 37 anos, por uma de minhas irmãs enquanto eu, seu irmão mais novo, servia o Exército na cavalaria em Brasília. Eu estava lá há pouco mais de duas semanas quando ela escreveu aquela carta de 3 páginas contando as novidades, e no final, em vez de um P.S., anexou uma meia folha onde desenhou como ela imaginava os cavalos lá do 1º Regimento de Cavalaria de Guarda Dragões da Independência.
Óóóóiiiiinnnnnn!!! Que fofos! Não são uma gracinha?
Pois é... O problema é que a realidade era um pouquinho diferente. Obriguei-me, então, a mostrar-lhe como as coisas realmente aconteciam por lá. Não me perguntem como a resposta à carta de minha irmã está comigo, eu não faço ideia. Mas o importante é que os fatos ficaram devidamente esclarecidos. Ou não?


Prá facilitar as coisas, vou mostrar um por um. Por favor, não reparem o estilo, o que realmente conta é a clareza da situação dos récos – ou, os conscritos, como são chamados os viventes antes de se tornarem soldados! – nas seis primeiras semanas de um período de treinamento puxado e muito, muito dolorido!


Ô, saudade!